As Competições Europeias até aos quartos-final

Champions League
Já sem Clubes Portugueses, os Oitavos-final da Champions League tiveram alguns jogos sem “sal†mas na sua maioria foram bastante interessantes e emotivos.
A eliminatória entre os dois finalistas da edição transacta foi a prova maior disso. Cheguei mesmo a ler alguém a vaticinar dois jogos muito tristes e defensivos. No entanto, aos 20 segundos do jogo da primeira mão, Ranocchia falhou incrivelmente um golo e Goran Pandev viria a marcar o sexto e decisivo golo desta ronda nos descontos da segunda partida e pelo meio tivemos muita emoção com duas equipas a mostrarem que o seu sucesso da época anterior não foi um acaso. Sem duvida alguma que estes dois jogos foram os melhores que vi esta época e a melhor eliminatória desde a ultima vez que Chelsea e Liverpool se encontraram na U.C.L. Muito poderia dizer sobre o brilhantismo técnico-táctico de ambos os intervenientes e quão não entendo o insucesso dos Bávaros nesta época e da consequente saída anunciada dum treinador brilhante como Louis van Gaal. De realçar o “coração†dos comandados de Leonardo que assim mantêm intactas as suas aspirações na defesa do seu titulo de Campeão Europeu, ao igualarem a eliminatória a 3 bolas mas garantindo o apuramento devido à regra de desempate dos golos marcados fora de casa.
Com um jogo da primeira mão de alto nível, esperava-se que a eliminatória entre Arsenal e Barcelona foi mais equilibrada que a da época anterior. Os Londrinos ainda venceram o jogo da primeira mão após terem começado o jogo em desvantagem no marcador (e todos sabemos o quão difícil é dar a volta ao marcador para quem defronta os Catalães), mas o jogo em Camp Nou viria a por a nu as limitacoes do conjunto de Arsene Wenger (ou o quanto fabulosa é a equipa de Josep Guardiola). O erro de v. Persie forçou os Gunners a terminarem o jogo com 10 e a chegarem ao final dos noventa minutos sem qualquer remate e os Culés a terem uma passagem tranquila para a eliminatória seguinte, com um score na ronda de 4-3, donde todos temos que destacar a beleza do primeiro golo da segunda mão obtido por Lionel Messi.
Pela primeira vez, o Real Madrid conseguiu bater o Olympique Lyonnais mas para o fazer teve que recorrer ao seu melhor futebol e concretizando o seu melhor jogo da Era Mourinho, totalizando 4-1 na eliminatória.
Surpreendentemente, o A.C. Milan que era um dos favoritos à vitoria final foi eliminado por uma equipa que apesar de não ser favorita, tendo tido um futebol muito interessante de se seguir, refiro-me ao Tottenham Spurs que assim segue frente graças a um golo solitário apontado no jogo fora da primeira mão e acompanha outras duas equipas britânicas e consegue o feito de ir mais longe que os seus arqui-rivais da Northern Line.
Também surpreendente para os menos atentos mas com menos mediatismo foram os apuramentos de Shaktar Donetsk ante a A.S. Roma por 6-2 (vencendo mesmo as duas partidas) e de Schalke 04 ante o Valencia por 4-2.
Uma ultima menção para os rapazes de Carlo Ancelotti que vencendo a primeira mão no terreno dos dinamarqueses do KOB por 0-2, permitiu ao Chelsea ter uma segunda mão descansada e para o Manchester United que eliminou o Olympique Marseille por 2-1, sendo que os franceses viriam a complicar mais a vida aos homens de Alex Ferguson do que seria de esperar.

Europa League
A ronda de 32 (como os britânicos gostam de dizer) da Europa League teve como ponto alto a eliminatória entre Sevilha e F.C. Porto pois tratava-se da mais equilibrada por cima. Os Portistas conseguiram o apuramento com distinção mas apenas a garantirem o apuramento através da regra dos golos obtidos fora pois o score da eliminatória terminou empatada a duas bolas. A eles juntaram-se Benfica que com um total de 4-1 eliminaram o Sttutgart, o S.C. Braga que eliminou o Lech Poznan com um total de 2-1, o Liverpool F.C. apesar da tranquilidade bateu o Sparta Praha por apenas 1-0, o Manchester City que superou o Aris Salonika por 3-0, Dinamo Kyiv e Ajax que transformaram eliminatória difíceis em apuramentos por números robustos (contra Besiktas por 8-1 e contra Anderlecht por 5-0, respectivamente) e ainda PSG (2-2 ante Bate), Twente (4-2 ante Rubin), Bayer Leverkusen (6-0 ante o Metalist), PSV (3-1 ante o Lille) e vitoria dupla com total de 4-3 no embate russo (Zenit e Spartak Moscovo) contra os Suíços do Young Boys e Basel, respectivamente. Surpreendente foi o feito de Villareal ao eliminar o S.S. Napoli com um total de 2-1. Uma vez mais, e em consequência da época desastrosa, o Sporting empataria em casa a 2 bolas (desta feita com a sua cruz escocesa: Rangers) após um empate forasteiro a uma bola e assim empatando a 3 mas perdendo devido aos golos fora.
Os Quartos-final não anteviam grandes embates pois o sorteio assim não o ditou; no entanto, viriam a ocorrer algumas surpresas pois os três maiores favoritos (Liverpool F.C., Manchester City e Zenit) caíram ante S.C. Braga (0-1), Dinamo Kyiv (1-2) e Twente (2-3) respectivamente, enquanto que F.C. Porto eliminou CSKA Moscovo (3-1) onde voltou a decidir no jogo fora da primeira mao e Benfica eliminou PSG (3-2) como seria de esperar. Já o Villareall eliminou o Bayer (5-3) numa eliminatória que não desiludiu e que viu o “Submarino Amarelo†continuar a fazer estragos ganhando mesmo o apelido de “Little Barcelonaâ€. O PSV após um nulo comprometedor caseiro, iria vencer ao Ibrox Park por 1-0 e assim eliminar os Rangers. Por fim, uma menção à estrondosa superioridade demonstrada por Spartak ante o Ajax.


Após os sorteios, eis como prevejo os desfechos de ambas as competições, mas que voltar a analisar (pois o futebol é imprevisível) consoante os apurados.

Se tem algum tópico que gostaria de ver ser debatido neste espaço, envie-nos uma mensagem para o email: bernardo@planetatuga.com

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